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Um pássaro sem poiso

Palavras soltas, livres, voando por aí

Um pássaro sem poiso

Palavras soltas, livres, voando por aí

31.03.20

O meu melhor arco-íris


Isa Nascimento

Não tinha pensado em publicar nada hoje, pois a falta de inspiração tem sido frequente, mas deparei-me com o pedido “Mostra-me o teu melhor arco-íris”  da gentil Alice Barcellos e não resisti a responder-lhe…

Em primeiro lugar porque sou apaixonada pelo arco-íris e por todos os valores que representa. Em segundo lugar, mas não menos importante, porque tenho vindo a valorizar cada vez mais a comunicação direta entre bloguistas que nos permite criar uma comunidade fantástica.

Costumo dizer que o que me move verdadeiramente é o “exercício da comunicação”. Um exercício muitas vezes comprometido na vida “de carne e osso” por não haver pessoa alguma próxima que nos entenda e com quem possamos comunicar de forma fluida e espontânea como o fazemos no nosso blogue e entre @s bloguistas que nos acompanham neste mundo virtual. Um mundo intocável no sentido literal da palavra, mas que se transformou num dos pilares do meu bem-estar emocional.

Portanto, minha querida Alice, queria dizer-te que li a tua publicação como se tivesse sido escrita para mim e agradeço-te por isso, respondendo às tuas perguntas:

Na maior parte do tempo estou bem, mas “estes dias estranhos” alimentam a minha mente, acelerando-a ainda mais do que é habitual. Às vezes tenho dificuldade em a acalmar

O meu único medo é que o meu pai contraia a Covid-19 e angustio-me apenas por saber que não podemos visitar a minha mãe, que está num lar. De resto, sei que o mundo vai dar um trambolhão, andará a sarar as feridas durante uns anos e depois a “engrenagem dos interesses económicos globais”, como muito bem referiste, voltará a funcionar em pleno.

Tento não pensar demasiado no futuro.

O que quero fazer quando tudo isto acabar é dar muitos abraços… aos meus filhos, aos meus pais, aos meus irmãos…

Sinto falta do meu abatanado tomado ao fim de semana numa esplanada soalheira.

E sinto especialmente falta da minha mãe, mas de como ela era há mais de 10 anos, antes de ser destruída pela doença. A Covid-19 veio exacerbar esta saudade que “não se mede”…

E como símbolo da esperança que mantenho nutrida, junto o meu “melhor arco-íris”, num dia em que o tive a meus pés. Fiquem bem e em segurança! 

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