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Um pássaro sem poiso

Palavras soltas, livres, voando por aí

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29.12.19

Vandalismo


Isa Nascimento

Ontem, sábado de manhã, saí para ir ao supermercado, com a intenção de parar numa cafetaria simpática lá perto, para beber o meu café e ler.

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A meio do caminho vi a porta de um restaurante toda partida, aparentemente com uma pedrada. O vidro manteve-se na porta, mas em estado muito precário.

Quando cheguei à tal cafetaria, não tinha aberto porque também tinha a porta partida. Neste caso, o vidro ficou com um imenso buraco no meio, onde passaria bem uma pessoa. O proprietário e os empregados aguardavam, cá fora, que chegasse a empresa para substituir o vidro. Não sei se roubaram alguma coisa, mas fiquei chocada com os dois atos de vandalismo, direcionados para estabelecimentos de restauração, assim tão perto um do outro.

 

O vandalismo gratuito sempre me chocou.

Baldes do lixo incendiados, grafitis em prédios e monumentos, paragens de autocarro destruídas, montras partidas… a lista é interminável.20191228_120729.jpg

 

Qual será o motor que despoleta a vontade de destruir?

Qual será o prazer que o ato gera?

Qual será a recompensa pessoal após uma ação desta natureza?

As respostas transcendem-me.

Considero o vandalismo uma das piores facetas da humanidade, infelizmente bem visível, ou exacerbada, nas cidades.

É certo que os danos por vandalismo ou roubo fazem parte dos riscos de um negócio com porta aberta para a rua. É muito provável que façam parte dos danos cobertos pelo seguro do estabelecimento e que o prejuízo financeiro possa ser (quase) totalmente ressarcido. E os danos emocionais, como se resolvem?

Ao ver aquelas pessoas perante uma porta destruída e impossibilitadas de começarem a trabalhar, imaginei o que terão sentido quando aí chegaram, bem cedo, para iniciarem mais uma jornada para garantir o seu sustento.

A revolta… a impotência, o desequilíbrio emocional que se transforma numa náusea de corpo inteiro e chega a causar o vómito…

Não faço ideia, mas senti-me solidária, desejando-lhes uma rápida resolução do problema e sem sequelas.

Lamentei a existência de tanta gente psicologicamente doente, capaz de cometer atos de vandalismo e atrocidades ainda maiores neste mundo em que vivemos, e desejei que este cenário possa melhorar, no Ano Novo que agora chega (ou num dia vindouro).

 

 

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